Ciberbullying: A trágica história de Amanda Todd

bullyngBullying é qualquer forma de abuso psicológico, físico ou verbal que ocorre de forma repetitiva. Estatisticamente, o tipo mais comum é o emocional que ocorre geralmente em ambiente escolar, principalmente em sala de aula e no pátio dos colégios. Os maiores protagonistas dos casos de bullying são as crianças no processo de entrada na adolescência com idade entre 12 a 13 anos. Apesar da impressa ultimamente ter dado tanto destaque ao bullying, ele esta longe de ser um fato novo, pois sempre existiu, entretanto no passado não era levado tão a sério, nem mesmo pelas próprias vítimas, afinal quem nunca foi sacaneado alguma vez na escola? Por algum acontecimento constrangedor, característica física ou apelido que não gosta de ser chamado.

A grande diferença é que hoje vivemos uma sociedade diferente, antigamente as pessoas viviam uma vida menos virtualizada e as coisas não costumavam tomar proporções tão globais. Os celulares não tinha câmeras para registrar imagens, não existia o Youtube para publicar vídeos e nem o Fecebook para poder espalhar as fofocas até para aquele primo de 7º grau que mora lá no Japão.

A sociedade evoluiu, a tecnologia evoluiu, e no meio de tanta novidade às vezes esquecemos nossa humanidade, esquecemos que no outro lado da rede na frente do monitor tem uma pessoa de carne e osso igualzinha a nós.

Aquelas brincadeiras de mal gosto da escola também evoluíram, assim surgiu o ciberbullying, agora a vítima pode ser perseguida 24 horas por dia e seu constrangimento ganhar notoriedade para o mundo inteiro em questão de minutos. Essa foi a trágica história de uma adolescente de apenas 15 anos que se suicidou após ser vítima de perseguições e intimidações pela internet.

Amanda Todd começou a ser vítima de bullying aos 12 anos, ela publicou um vídeo no Youtube antes de se matar contando sua história, que começou depois de ter sido convencida a mostrar os seios para uma pessoa com quem conversava pela Internet, os problemas vieram depois que foi criada uma página no Facebook para mostrar a foto da menina com os seios expostos.

A imagem rapidamente foi distribuída pelos colegas da escola, passando de celular a celular e começaram as chacotas. Amanda chegou a mudar de endereço e de escola, mas o assédio continuou pela internet e nas redes sociais, deprimida a garota acabou se enforcando na semana passada.

A adolescente postou no mês passado um vídeo no qual relata o bullying e a depressão resultante da perseguição dos colegas. No vídeo de nove minutos, o rosto de Amanda não aparece. Ela conta sua história com mensagens manuscritas em pequenos cartazes. Por causa do bullying, ela entrou em depressão e começou a ter medo de sair de casa, passou a usar álcool e antidepressivos, bebeu água sanitária em uma tentativa de suicídio logo após apanhar de uma menina no colégio, ainda teria recebido mensagens pela internet incentivando seu suicídio.

Eu estou lutando para ficar neste mundo, pois tudo simplesmente me toca profundamente. Eu não estou fazendo isso para chamar a atenção. Eu estou fazendo isso para ser uma inspiração e mostrar que eu posso ser forte. Eu fiz coisas a mim mesma para fazer a dor ir embora, porque eu prefiro me machucar do que machucar a alguém. As pessoas que sentem ódio são odiosas, mas por favor, não odeiem, Com certeza eu vou conseguir. Espero que eu possa mostrar a vocês que todo mundo tem uma história e o futuro de todos um dia será brilhante, você só tem que sobreviver. Eu ainda estou aqui, não estou?

-AmandaTodd

O vídeo termina com uma imagem dos braços de Amanda cheios de cortes. Ela explica que não fez a gravação para chamar atenção, mas para servir de “inspiração” contra o ciberbullying.

Que a trágica e breve história dessa garota canadense pelo menos sirva para gente lembrar da nossa humanidade e a alheia também.

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