Age of Empires III: primeiras impressões

A grande novidade em Age of Empires III, o gameplay foi enriquecido com o conceito de capital. Em qualquer momento durante o jogo, é possível entrar em contato com a sua metrópole na Europa. Esta aporta o seu suporte às companhias exploradoras, o que acrescenta um novo fator estratégico ao jogo. Durante uma partida, o jogador ganha pontos de experiência durante as batalhas ou estabelecendo rotas comerciais. Portanto, ao submeter à sua capital, estes pontos são convertidos em provisões ou reforços militares. Na medida em que a colônia vai evoluindo, a capital também evoluirá e ela poderá oferecer novas opções de abastecimento e liberando novos tipos de soldados ou edificações que assim enriquecerão o sistema de gerenciamento. Visualmente, esta evolução também se traduz por novas construções e uma população cada vez mais importante.

Um detalhe divertido: clicando em um dos transeuntes da capital, este nos gratificará às vezes com reclamações e alguns até mesmo nos revelarão o que eles pensam da nossa conquista. Durante uma partida multiplayer, a capital, com as suas diferentes opções, ainda têm um papel fundamental para nos garantir alguma vantagem. E mesmo que os jogadores escolham a mesma nação, as opções que lhes serão oferecidas serão muito diferentes, com as unidades e construções sendo liberadas em função dos pontos de experiência adquiridos. Naturalmente,a capital também se beneficiará dos avanços tecnológicos de Age of Empires III com gráficos muito bonitos, personagens que interagem uns com os outros para oferecer mais realismo, e mesmo algumas surpresas (reservem uma atenção especial sobre Notre-Dame, por exemplo, vocês poderão se surpreender com um famoso corcunda…).

Durante o desenvolvimento de Age of Empires III, a equipe da Ensemble Studios estabeleceu para si a difícil tarefa de oferecer o mais belo RTS jamais criado. Se os primeiros screenshots já eram muito impressionantes, isto não se compara em nada com a experiência do ato de jogar! Baseados na novíssima engine 3D Havoc II, capaz de apresentar um número impressionante de unidades no monitor, os diferentes elementos do jogo podem interagir uns com os outros à imagem das embarcações que balançam sob a ligeira ondulação do mar. Durante os ataques, os danos se localizam no ponto exato do impacto com muitos efeitos de pólvora, partículas e fumaça. De resto, as preocupações com os detalhes continuam presentes por toda parte e isso nós podemos observar nas imagens dos soldados que morrem perdendo capacetes e fuzis, esmagados pelo desmoronamento de construções, ou ainda se chocando contra o cenário, de maneira muito realista, quando são atingidos por uma bala de canhão. Também não é difícil ver uma bala de canhão ricochetear e derrubar algumas árvores na passagem ou ainda atingir um infeliz transeunte. Em qualquer momento, é possível dar um zoom em um determinado ponto do mapa e assim olhar o movimento das suas unidades mais de perto. O jogo de luz também é muito realista com a utilização de “high dynamic range lighting” que permite a execução de efeitos muito próximos da realidade.

É verdade que nós estamos mais acostumados a ver este tipo de efeito visual nos últimos jogos no estilo FPS, mas não especificamente em um RTS que utiliza tecnologias como Pixel shaders, Vertex shaders e bump-mapping. Compatível com DirectX 9, Age of Empires III também implica na disponibilidade de um computador poderoso, ainda que a Ensemble Studios nos assegure que o jogo será otimizado para configurações mais modestas. Um futuro teste nos dará mais detalhes. Entretanto, com relação às máquinas atualmente disponíveis, Age of Empires III escreveu o seu contrato a mão. Com relação ao som, a imersão parece mais completa com um forte ambiente com mais de 2000 de efeitos sonoros distintos e isso sem considerar as diferentes línguas das nações escolhidas e dos povos indígenas!

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