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O Grupo dos sete ou simplesmente G7 (G8 entre 1997 e 2014) é uma organização de cunho informal, que promove encontros anuais com chefes de governo dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão. Na pauta, normalmente predominam os assuntos econômicos, mas dependendo do humor dos envolvidos temas como terrorismo, aquecimento global e corrida nuclear também entram nos debates.

A grande riqueza líquida nacional e índice de desenvolvimento humano (IDH) extremamente elevado são algumas das principais características dos países membros do G7.

O primeiro encontro das nações mais industrializadas do planeta aconteceu por iniciativa do então presidente francês Giscard d’Estaing, em Rambouillet (França), em novembro de 1975. Na época, reuniram-se os líderes governamentais dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão e Itália. Em 1976, o Canadá juntou-se ao grupo e, desde 1977, a União Europeia também participa do encontro.

Naquelas primeiras reuniões a crise do petróleo, cuja elevação do preço provocou profundas repercussões na economia mundial, era uma das principais preocupações nos encontros do G7.

O grupo não é uma organização internacional estabelecida com regras, quadro administrativo ou uma chefia permanente. São nos encontros anuais que são formulados os compromissos políticos entre os chefes de governo. Apesar de não ter uma estrutura formal, os encontros têm mantido uma rotina.

Há, por exemplo, um rodízio entre os países para serem a sede da reunião e a presidência do G7 fica com o chefe de governo do país que abrigará o encontro naquele ano. Além disso, anualmente tem se estabelecido uma agenda que prevê grupos de trabalho e conferências preparatórias nos meses que antecedem à reunião principal.

Em 1994, a Rússia começou a participar como convidada do G7. Em 1997, ela foi integrada ao grupo, que passou então a ser denominado como G8 até março de 2014, quando o G8 voltou a ser G7 depois da Rússia ter sido suspensa por consequência das sanções aplicadas por Obama pela anexação russa da Criméia. As discussões entre os líderes dos países acontecem de portas fechadas. E as decisões são adotadas a partir do consenso.

Antes desses debates, os “sherpas”, como são conhecidos os funcionários dos governos que participam dos ciclos preparatórios, são responsáveis por elaborar estudos sobre economia, educação, justiça, energia, meio-ambiente e relações internacionais, entre outros assuntos, que fundamentarão as decisões dos líderes do G7.

São formados também grupos de trabalho que reúnem especialistas dos países para analisarem temas específicos de alto interesse para o G7, como segurança nuclear, terrorismo e ajuda para a África, entre outros.

O encontro principal do G7 acontece normalmente durante três dias. Além das reuniões entre os principais integrantes, há uma programação de almoços, jantares e conferências que incluem outros países convidados para o encontro.

Veja também

Há também uma série de atividades sociais e artísticas incluída na programação, como concertos, exposições e visitas a lugares típicos da região sede do evento.

Fórum Econômico Mundial

O Fórum Econômico Mundial é uma conferência internacional que acontece anualmente no inverno, tradicionalmente na cidade de Davos, na Suíça. O objetivo é a discussão do comércio e o desenvolvimento econômico mundial, além de questões políticas e sociais.

O Fórum foi criado em 1971 pelo professor alemão Klaus Schwab. Na época, ele reuniu os líderes das grandes corporações europeias interessados em tornar seus negócios competitivos frente às empresas norte-americanas. No começo, o encontro foi chamado de Fórum Europeu de Gerenciamento e só começou a ter em sua agenda questões políticas e sociais a partir da segunda metade dos anos 70.

No começo dos anos 80, o Fórum já patrocinava encontros regionais em outras partes do mundo e em 1987 assumiu a denominação de Fórum Econômico Mundial. Àquela altura, o encontro já tinha a importância de ser um evento que reúne os mais importantes líderes do planeta para debater questões relativas não só à economia, mas também aos conflitos internacionais, combate à pobreza e problemas ambientais.

Desde então, todos os anos, os mais destacados representantes do mundo empresarial, lideranças políticas, intelectuais e membros de importantes instituições internacionais reúnem-se em Davos.

O evento acaba sendo também uma oportunidade para ativistas levarem suas reivindicações. Sempre alguma estrela das artes que está engajada em alguma campanha de alcance social aparece por lá para deixar sua mensagem. Entre os que já passaram pelas edições do Fórum, para falar aos homens mais importantes do planeta, estão o cantor Bono, a atriz Angelina Jolie e o escritor e “guru” Paulo Coelho.

Apesar da ênfase nas questões econômicas, o Fórum Econômico Mundial já foi palco de algumas importantes negociações políticas, como o primeiro encontro público entre o então presidente da África do Sul, Frederik Willem de Klerk, e Nelson Mandela, em 1992, e o acordo sobre as regiões de Jericó e Gaza feito pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, e o líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Yasser Arafat, em 1994.

Protestos antiglobalização

O G7 e o Fórum Econômico Mundial têm sido palcos de protestos antiglobalização desde os anos 90. Por conta da presença nesses encontros dos principais presidentes e chefes de governo do mundo, a ação de ativistas que querem fazer suas manifestações políticas esbarra num forte esquema de segurança e na certeza de repressão por parte da polícia do país sede.

Um dos mais violentos conflitos entre as forças de segurança e os ativistas aconteceu em Gênova, na Itália, em 2001, durante o encontro do G7. A presença de cercas altas e de quase 20 mil policiais na cidade não conseguiu impedir a violência, que teve como saldo vários dias de conflitos, um morto e 900 pessoas presas.

Dois anos antes de Gênova, os sinais da radicalização dos protestos antiglobalização apareceram nas manifestações em Seattle (EUA), por ocasião de uma reunião da Organização Mundial do Comércio. Entre sindicalistas, estudantes e intelectuais, cerca de 50 mil manifestantes enfrentaram a polícia no episódio que ficou conhecido como “Batalha de Seattle”.

 

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