Conheça a trajetória da Positivo Tecnologia

Ainda há aqueles que torcem o nariz para a marca e para as configurações. Mesmo estes não podem negar: a Positivo Tecnologia (antes Positivo Informática) é um fenômeno. Com números impressionantes, a empresa é hoje o que há de maior exemplo do que uma empresa pode fazer para cair no gosto do “povão”: lançar produtos baratos, com configurações no mínimo razoáveis e com parcelas a perder de vista. Melhor: com uma cadeia de revenda que inclui todos os maiores nomes do varejo, de lojas online a físicas, espalhadas por todo Brasil.

Fundado em 1989 com a ajuda do engenheiro e presidente da companhia Hélio Rotenberg, iniciou sua produção de computadores para suprir a necessidade de PC’s dos clientes do Grupo Positivo, que eram apenas algumas escolas parceiras da empresa.

O marco histórico para o início da caminhada da Positivo é o ano de 2004, quando a eles sofriam com o pouco caso dos varejistas. Certo dia, conta Hélio, a Positivo resolveu abordar uma grande loja de varejo, oferecendo seus micros para o público nas prateleiras até então dominadas por marcas tradicionais como HP, Dell, IBM (depois, Lenovo), Sony e por aí vai.

O varejista aceitou a oferta, mas fez uma contraproposta: aceitava expor os micros da Positivo, mas em troca queria que a empresa consertasse todas as quatro mil máquinas defeituosas que estavam entulhando o estoque. A Positivo topou e, apenas quatro anos depois, se tornou a maior vendedora de computadores no Brasil.

A Positivo Informática fechou o ano de 2019 com uma receita bruta de R$ 1.35 bilhões em vendas. E se o número é excelente para o mercado nacional, no mundial ele também é relevante: com as vendas, a empresa passou a fazer parte do seleto grupo dos dez maiores fabricantes de desktops do mundo. Além disso, ocupa a 16ª posição em notebooks.

O mais interessante é que esta foi a primeira empresa nacional a bater a marca de um milhão de computadores vendidos em um ano, o que levou a Positivo a pertencer a tão seleto grupo e a reafirmar sua posição de destaque no mercado interno.

Segundo Hélio Rosemberg, mais importante que os números é o reconhecimento do valor da marca por parte do consumidor. Ele destaca, assim, o prêmio “Top of Mind” do segmento de computadores no Brasil como uma prova do carinho do cliente pela marca. Em pesquisa conduzida pelo Instituto Datafolha, a empresa é citada pelos consumidores como a primeira marca de computadores do mercado brasileiro, ultrapassando nomes tradicionais como Intel e Pentium (na pesquisa, o entrevistado cita o que vem à cabeça, por isso a redundância de Intel com Pentium, antiga marca de processadores).

Com números tão animadores, a aceitação por parte do público e a fama internacional, Hélio fez questão de responder sobre os tais consumidores classe A e B que insistem em “torcer o nariz” para o sucesso da Positivo, uma marca antes de tudo popular:

— Ainda no ano de 2004, um amigo precisava comprar um micro. Eu disse para ele comprar um dos nossos e ele não quis. Hoje, todos querem — disse Hélio.

E é verdade. Engana-se quem pensa que produtos populares (e não dá para negar que esta é a imagem que a Positivo passa, embora ela não trabalhe só neste segmento) ainda é 1) sinônimo de computador ruim. É claro que há muitos modelos dotados do básico do básico, mas há também muita coisa boa, configurações parrudas que não ficam a dever às de marcas como HP e Dell; 2) sinônimo de computador feio.

O sucesso da marca brasileira prova que o impossível pode ser apenas uma desculpa para quem não tem coragem de acreditar em seus sonhos!

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