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Formas de entretenimento digital são muitas vezes “extensão” das suas contrapartes analógicas

Pouco a pouco, o meio digital chegou a um ponto em que parece estar prestes a dominar nossas vidas quase por completo. São nas coisas que não percebemos que essa “infiltração” acaba ocorrendo, visto que a tecnologia acaba servindo como base para nossas atividades cotidianas e que já aceitamos isso como algo natural – o que certamente não seria o caso se ainda estivéssemos sob o paradigma analógico de algumas décadas atrás.

Essa contraposição do analógico versus o virtual quiçá seja mais marcante no setor do entretenimento. Muito disso se dá por conta de o meio digital ser claramente uma “extensão” do âmbito que em tempos mais antigos era em sua origem puramente físico, como peças teatrais e shows musicais.

Conforme o tempo foi passando e a tecnologia foi evoluindo, esses espetáculos puderam ser compartimentalizados em mídias que permitiam sua reprodução em qualquer lugar, a qualquer hora, desde que houvesse o aparelho e a mídia propícios para tal.

Basta pensar na música para ver o fenômeno acontecer. Começamos com as grandes peças musicais tradicionais, que eram realizadas pelos palcos mundo afora e reproduzidas a partir das partituras musicais de seus artistas originais.

Com a descoberta de tecnologias como o vinil, que permitia a gravação dessas obras em um disco de (até então) fácil transporte e reprodução, o mundo musical entrou em um caminho sem volta rumo à propagação cada vez maior dessas peças.

Viu-se o mesmo fenômeno com os filmes, enquanto os videogames já nasceram dentro desse paradigma. Nem mesmo formas de entretenimento anteriormente atreladas de forma intensa ao ambiente físico, como os tradicionais jogos de cassino, incluindo as máquinas caça-níqueis e os jogos de cartas, puderam escapar dessa trajetória.

Fonte: Pixabay

De fato, o que se viu por parte da indústria de cassinos foi um “empurrão” bem claro para que seus jogos pudessem entrar nesse meio de compartilhamento mais fácil, sem exigir que o usuário em potencial tivesse que ir até um estabelecimento físico para usufruir dos jogos ali oferecidos.

Por esse motivo, os cassinos fazem parte da rede mundial de computadores desde a década de 1990, permitindo a realização de apostas e o acesso a jogos de cassino pela internet antes mesmo de começar o compartilhamento de vídeos e áudios pela web.

Enquanto os cassinos físicos foram por muito tempo o carro-chefe da indústria, hoje ele divide espaço com a sua versão online. Assim como para boa parte da classe artística musical, os shows foram se tornando uma fonte de renda cada vez mais relevante em comparação à venda de discos e de singles.

Algo que se aplica também a atores, mesmo aqueles que vez ou outra conseguem espaço nas telas de televisão e de cinema, com os palcos teatrais sendo o local onde eles conseguem angariar uma parte relevante de seus recursos e também suas maiores realizações como artistas.

Dessa forma, o meio digital, mesmo quando visto como uma “extensão” do campo físico, é de importância suprema para o mundo do entretenimento ao gerar inovações que inspiram renovações na indústria.

No setor de cassinos, isso pode ser visto através dos prêmios de jackpot oferecidos em espaços digitais. Essas premiações podem permear mais de uma plataforma de jogos, reunindo em um só pote as apostas ali realizadas para que um felizardo eventualmente leve todo o prêmio acumulado, da mesma forma que acontece com a Mega-Sena no Brasil.

É um esforço de coordenação hercúleo que até poderia ser feito em tempos de outrora, mas que certamente, com o advento da internet, tornou-se uma tarefa muito mais fácil e prática para os empresários do meio.

Fonte: Unsplash

Isso se estende também para as transmissões ao vivo, que já são parte da rotina dos fãs de música no Brasil e no resto do mundo. Os cassinos digitais já lançam mão dessa tecnologia há alguns anos, com mesas de jogos de cartas, roletas e até jogos inspirados em tabuleiros, como o tradicional Banco Imobiliário – chamado de “Monopoly” fora do Brasil – contando com “lives” para permitir que sua clientela que está longe dos cassinos físicos possa ter acesso a esse tipo de entretenimento.

Mais um bom exemplo de uma “extensão” do jogo físico que encontrou espaço e amplificação no meio digital.

As transmissões ao vivo servem também como uma forma de demonstrar como já rompemos há tempos uma das barreiras que anteriormente eram vistas como um grande salto tecnológico: as mídias físicas.

Estas, que foram de certa forma os “antepassados” do compartilhamento via internet, têm ocupado um espaço cada vez menor na indústria de entretenimento nos últimos anos por conta da possibilidade de transmissão de dados pela internet em velocidades tão grandes que nem se faz mais necessário usar o armazenamento de uma mídia, seja ela um CD, um DVD ou o disco rígido de um PC.

Conforme avançam essas tecnologias de compartilhamento via internet, torna-se difícil imaginar qual será o próximo grande salto dentro de uma curva tecnológica que fica cada vez mais inclinada.

Talvez a solução seja esperar e testemunhar tal avanço, deixando o trabalho de predições para os “futurólogos” dentro da indústria de tecnologia de informação que trabalham dia após dia nestas soluções que nos serão indispensáveis no longo prazo.

Publicado por Ivanilton Quinto

Empresário viciado em tecnologia, Ivanilton Quinto adora desenvolver e brincar com soluções que tenham o poder de facilitar nossa rotina digital!

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