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A alguns anos atrás a palavra Selfie foi uma das mais buscadas no Google, ganhando até mesmo um lugar no dicionário de inglês da Oxford, sendo definida como ‘Fotografia tirada de si próprio, normalmente com smartphone ou webcam, publicada em uma rede social’. A palavra em si pode ser interpretada como a junção das palavras self (eu, a própria pessoa) e portrait (retrato).

self

A primeira vez que a palavra apareceu na internet foi em 2002 em um fórum online australiano, onde um internauta dizia ter tirado uma foto de um ferimento na boca depois de cair de bêbado:

2002 ABC Online (postagem no fórum) 13 Set.:

“Bêbado em um aniversário de 21 anos de um companheiro, tropecei e caí com o lábio (e com os dentes em um segundo muito próximo) em uns paços de dança. Eu tinha um buraco de cerca de um centímetro de comprimento através do meu lábio inferior. E desculpe sobre o foco, foi um selfie”.

Em março de 2014 a palavra chegou ao seu ponto máximo depois que alguns atores tiraram uma selfie coletiva no evento de premiação do Oscar 2014, que foi posteriormente postada no perfil do Twitter da atriz, apresentadora e comediante americana Ellen Lee DeGeneres, sendo retweetada até agora mais de 3 milhões e 300 mil vezes, se tornando a publicação mais compartilhada da história.

Após a repercussão na rede social, imediatamente notícias correram pelo mundo ilustrando o rosto dos famosos na foto – que normalmente era tirada por pessoas mais simples – no evento de gala mais famoso do mundo, a partir daí, a selfie se tornou cada vez mais popular.

A selfie também acabou se tornando uma polêmica no final de 2013, quando o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, e da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt, resolveram tirar uma foto deles mesmos em pleno funeral de Nelson Mandela, o que foi considerado por muitos uma falta de respeito escandalosa.

self de Barack Obama

Em junho de 2014 uma pesquisa foi publicada pela pesquisadora holandesa Christyntje Van Galagher da Universidade de Wageningen, que dizia ter feito um estudo que relaciona a elevada publicação de selfies ao nível de carência sexual, ou seja, quanto maior era a frequência de postagem de selfies, maior era a falta de sexo.

O estudo foi intitulado como ‘Het fotograferen van ontbering en eenzaamheid‘, que no português seria ‘Fotografando a carência e a solidão’, entrevistou 800 pessoas e detectou que 83% dos entrevistados não eram felizes com a sua vida sexual, o que levou a pesquisadora a concluir que as fotos são uma fuga digital da realidade marcada pela insegurança e o medo do abandono na tentativa de chamar a atenção usando o seu corpo.

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