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Conheça os Faraós Negros do Egito

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Quando vemos algum filme onde aparecem os Faraós, que eram os reis do Egito antigo, na maioria das vezes os vemos como pessoas de pele clara ou até branca, mas, será mesmo que os faraós tinham um padrão tão hollywoodiano assim?

Em primeiro lugar, devemos lembrar que o Egito fica na África, continente onde existiu a maior concentração de negros durante quase toda a história, por isso, fica difícil acreditar que os faraós tinham a pele branquinha como somos acostumados a ver em seus estereótipos.

Os negros de pele mais escura de fato não dominaram o Egito por toda a história, o seu reinado começou por volta de 770 a.C., em uma época em que os núbios expandiam o seu império constantemente, principalmente na direção do extremo sul do Rio Nilo, o que colocava em perigo a exploração aurífera dos faraós, que iniciaram uma conquista sobre as terras núbias.

Entre os séculos XII e XVI os egípcios atacaram os núbios, conquistaram suas terras e impuseram os seus costumes e hábitos sobre os dos conquistados, o único erro foi não adotar uma política opressiva o suficiente para garantir que mais tarde eles pudessem querer uma revolução.

No final do século VII a.C., o Egito estava politicamente fragmentado e sofria com o controle líbio, essa era a hora dos núbios tomarem o controle.

Em 770 a.C., Piye, rei da Núbia, começou uma série de ataques ao Egito, uma guerra que se estendeu por quase um ano e acabou com o rei tornando-se o primeiro faraó negro do Egito e iniciando a vigésima quinta dinastia egípcia, que duraria até 656 a.C.

Quando Piye morreu, em 715, quem tomou conta do Egito foi o seu irmão Shabaka, que adotou o nome de faraó Papi II. O segundo faraó negro da XXV dinastia realizou muitas obras públicas para o Egito, principalmente para Tebas, a capital do Antigo Egito, e o templo de Luxor.

Em Karnak, Shabaka ordenou que fosse erguida uma estátua em sua homenagem e que também fossem construídos diques para proteger o povo que vivia nas margens do Nilo de inundações.

Depois de Shabaka, houve o reinado de Shebitku e Taharqa, ambos filhos de Piye, que tiveram tempos de muita prosperidade devido as suas vitórias militares sobre invasores mal sucedidos, tudo graças a aliança militar estabelecida por seu tio com os hebreus.

Tempos de chuva marcaram o reinado de Taharqa, o que garantiu grandes colheitas e muita fartura, tanto que com os recursos que sobraram, foi possível ampliar o templo de Amon e ainda construir mais dois templos no monte Jebel Barkal, onde acreditava-se que o Deus havia nascido.

O último faraó da vigésima quinta dinastia egípcia foi o filho de Shabaka, Tantamani, que sofreu forte opressão dos assírios, que novamente tentavam acabar com o Antigo Egito. Tantamani não conseguiu conter o rei Esarhaddon e acabou morrendo em 653 a.C., assim, Taharqa voltou a governar e foi obrigado a recuar cada vez mais para o sul. Em 656 a.C. o faraó acabou sendo obrigado a abandonar o Egito, quando morreu, seu corpo foi sepultado em uma pirâmide em Nuri, às margens do rio Nilo em 664 a.C.

A dinastia de Piye foi a que teve os faraós de pele mais escura que se tem registro no Egito, na maioria de seu reinado, a dinastia trouxe prosperidade ao seu povo e ergueu muitas construções em homenagem aos seus deuses, o que garantiu a continuação de muitos de seus antigos costumes.

Publicado por Ivanilton Quinto

Empresário viciado em tecnologia, Ivanilton Quinto adora desenvolver e brincar com soluções que tenham o poder de facilitar nossa rotina digital!

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