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Como é feito o papel

Estamos tão acostumados a usar papel no nosso dia a dia que nem paramos pra pensar na origem desse material tão dinâmico. Sabe-se que o papel é feito das árvores, mas nem todo mundo conhece o processo.

Pra começar, é bom saber que há mais de 50 anos não se desmata florestas nativas com a finalidade de produzir papel. Descobriu-se que o eucalipto e o pinus eram plantas excelentes para isso, e desde então áreas extensas vem sendo preenchidas com centenas dessas árvores. São as chamadas áreas reflorestadas, que fornecem matéria-prima para a fabricação de papel e para inúmeras outras atividades. É que o eucalipto e o pinus tratados tornam-se tão resistentes quanto as madeiras de lei, podendo ser utilizados na fabricação de móveis, de postes de iluminação pública e até na construção civil.

Preparo da polpa de celulose

O eucalipto é derrubado e levado para a fábrica de papel, onde seu tronco é descascado e cortado em pequenos pedaços. Isso é necessário porque a casca é pobre em fibras de celulose, e portanto não tem utilidade no processo. Os pedaços são então levados ao digestor, um tubo cilíndrico com quase 1 metro de altura que funciona como uma panela gigante. O digestor é aquecido por um vapor, e dentro dele os pedacinhos de madeira são “cozidos” em uma solução de produtos químicos chamada de licor branco. O objetivo desse “cozimento” é separar a celulose da lignina, um dos compostos responsáveis por manter a união das fibras da madeira.

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O digestor possui saídas tubulares e sistemas de extração que permitem separar dois materiais obtidos no processo: um líquido negro e uma pasta cor acastanhada. O líquido negro é o resíduo da reação química que aconteceu dentro do digestor, e é chamado de licor negro. Nele se encontra a maior parte da lignina que foi separada da celulose. Já a pasta de cor acastanhada é rica em celulose, mas apresenta essa coloração porque ainda restam nele resíduos de lignina dissolvidos. Essa pasta é chamada de polpa, e é ela que vai dar origem ao papel.

Branqueamento da polpa

A depender da quantidade de lignina presente na polpa usada na sua fabricação, um papel pode ser mais branco ou mais escuro. Quanto mais branco for um papel, menos lignina havia na polpa. Por outro lado, quanto mais escuro é um papel, mais lignina ele contém e mais resiste à ação mecânica ele é. Basta pensar na diferença entre uma folha de papel ofício e um papel pardo usado para embrulhar pão. Entretanto, os papéis com mais lignina são menos resistentes à passagem do tempo, ou seja, se deterioram muito mais rápido.

Para ficar mais clara, a polpa de cor acastanhada passa por um processo chamado de branqueamento. Ela é tratada com compostos químicos à base de óxidos que reagem com lignina dando a ela uma cor branca. A polpa vai então para uma máquina de secagem, onde é retirado o máximo possível de água e ela adquire a forma de folhas gigantes de pasta. Mas ainda não é o papel.

Transformação da polpa em papel

A produção do papel propriamente dita se dá quando as folhas de polpa passam por prensas, onde são “espremidas”. Depois, no processo de secagem, elas passam por dezenas de cilindros aquecidos, como se fossem ferros de passar. Quando saem desses cilindros as folhas de papel estão quase secas, e passam pelas cortadoras, que nada mais são do que um conjunto de navalhas que cortam as folhas em tamanhos pré-definidos. Finalmente, depois de uma longa jornada, a folha de papel está pronta.

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